Pnad Contínua: desemprego é elevado, mas retomada do Mercado de Trabalho seguiu em curso em fevereiro

Pnad Contínua: desemprego é elevado, mas retomada do Mercado de Trabalho seguiu em curso em fevereiro

Publicado em 6 de abril de 2022

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 11,2% no trimestre encerrado em fev/22. No trimestre encerrado em nov/21, a taxa era de 11,6% e no que trimestre acabado em fev/21, 14,6%. Em 2020, nesse mesmo período, a taxa de desocupação era de 11,8%.

Ainda que tenha havido redução da taxa de desocupação, o contingente de desocupados continua muito elevado, totalizando 12 milhões de pessoas. Em 2020, no mesmo período, o país contava com 12,6 milhões de desocupados. A população ocupada ficou estável na comparação com o trimestre anterior (0,3%) e teve aumento quando comparado ao mesmo período de 2020 (9,1%). Atualmente, o Brasil conta com uma população ocupada de 95,2 milhões de pessoas. A taxa de informalidade, por sua vez, ficou em 40,2% da população ocupada, totalizando 38,3 milhões de pessoas como informais. A população fora da força de trabalho está atualmente em 65,3 milhões de pessoas e a população desalentada em 4,7 milhões.

O rendimento real médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.511 no trimestre encerrado em fev/21, configurando uma queda de 8,8% em relação ao valor do mesmo período do ano passado, e, em relação ao trimestre encerrado em novembro houve estabilidade (0,3%), depois de ter reagido em janeiro – movimento que estancou a trajetória de queda que acontecia desde o trimestre encerrado em setembro de 2020. A massa de rendimento real não teve variações estatisticamente significativas em ambas as comparações (trimestral e anual), mantendo-se em patamar bem abaixo do pré-pandemia (-7,2%).

Apesar do elevado contingente de desocupados, os dados de fevereiro continuam mostrando a retomada do mercado de trabalho. Isso fica evidente ao se comparar o movimento registrado na passagem de janeiro para fevereiro em relação ao que tipicamente acontecia no pré-pandemia, quando o movimento nesse período era de aumento nos desocupados, que fazia a taxa aumentar.

Os dados por atividade deixam claro que a retomada nos serviços segue em linha com a maior mobilidade e confiança diante do controle da pandemia, em que a ocupação em Outros Serviços, que incluem serviços pessoais e relacionados à cadeia de eventos e artística, tiveram avanços em todas bases de comparação; a distância para o pré-pandemia, no entanto, deixa claro o caminho a ser percorrido na retomada do setor, com patamar 4,6% abaixo de fev/20 para Outros Serviços, distância que no caso de Alimentação e Alojamento aumenta para 8,4%. Para frente, a continuidade da retomada do emprego tende a perder força ao longo de 2022, uma vez que, além do esgotamento dos efeitos da reabertura, teremos a intensificação do impacto das condições macroeconômicas, já mais restritivas.

Fonte: Agência Fecomércio
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