01 jul Pnad Contínua: mercado de trabalho seguiu retomada em maio
Pnad Contínua: mercado de trabalho seguiu retomada em maio
Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 9,8% no trimestre encerrado em mai/22. No trimestre anterior, encerrado em fev/22, a taxa foi de 11,2% e no trimestre encerrado em mai/21, 14,7%. Está foi a menor taxa de desocupação registrada para um mês de maio desde mai/15 (8,3%).
O contingente de desocupados, apesar da queda da taxa de desocupação, continua muito elevado, totalizando 10,6 milhões de pessoas, entretanto é importante destacar que esse número já foi muito maior. No mesmo período de 2021, o Brasil contava com 15,2 milhões de pessoas desocupadas. A população ocupada, por sua vez, teve aumento na comparação com o trimestre anterior (2,4%) e uma alta de 10,6% em relação ao trimestre encerrado em mai/21. Atualmente, o Brasil conta com uma população ocupada de 97,5 milhões de pessoas. A taxa de informalidade, por sua vez, ficou em 40,1% da população ocupada, totalizando 39,1 milhões de pessoas como informais. A taxa de informalidade foi de 40,2% no trimestre anterior e de 39,3% no mesmo período de 2021. A população em idade de trabalho e fora da força de trabalho, por sua vez, está atualmente em 64,8 milhões de pessoas e a população desalentada em 4,3 milhões. Ambas tiveram redução com relação ao mesmo período de 2021.
O rendimento real médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.613 no trimestre encerrado em mai/21, configurando uma queda de 7,2% em relação ao valor do mesmo período do ano passado, e, em relação ao trimestre encerrado em fev/22 houve estabilidade (0,7%). A massa de rendimento real teve aumento de 3,0% em relação ao período de mai/21. Na comparação com o trimestre anterior houve aumento de 3,2%.
O trimestre encerrado em maio mostra a continuidade da retomada do mercado de trabalho, com novo aumento dos ocupados, redução nos desocupados e aumento da força de trabalho (mais pessoas em idade de trabalhar disponíveis no mercado de trabalho), resultados tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado, com um avanço expressivo tanto no emprego formal quanto informal. Esse movimento nem na esteira da reabertura da economia pelo controle da pandemia, em um cenário de atividade com maior resiliência na primeira metade do ano, mas que no segundo semestre deve perder força diante de um ambiente cada vez mais restritivo pelos efeitos defasados da política monetária.

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