Posição do TRT reforça impedimento de assinatura de contrato da venda da Corsan

Posição do TRT reforça impedimento de assinatura de contrato da venda da Corsan

Publicado em 30 de março de 2023

A batalha judicial quanto à assinatura do contrato de venda da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) continua. Depois de na semana passada o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) ter revogado uma das liminares que impedia que o acordo fosse firmado, uma nova decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª região soma-se às ações que obstaculizam a consolidação do negócio.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiágua/RS), Arilson Wünsch, explica que foi recuperada uma liminar que havia sido considerada, em um primeiro momento, improcedente na Justiça do Trabalho.

O dirigente detalha que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que fosse feito um estudo minucioso sobre os impactos trabalhistas, previdenciários e socioeconômicos decorrentes da privatização da Corsan.

Com a recente decisão do TRT (de terça-feira, 28), Wünsch destaca que fica vedada a assinatura do contrato de alienação da companhia de saneamento até a ação civil pública no TST transitar em julgado. Em nota, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS) informa que “está ciente da decisão e estuda eventuais medidas judiciai cabíveis”.
Uma preocupação do Sindiágua/RS é a manutenção do plano de aposentadoria para os inativos da companhia. De acordo com Wünsch, atualmente são cerca de 5,6 mil trabalhadores ativos que compõem o quadro de profissionais próprios da Corsan e em torno de 4,3 mil inativos.

Ele recorda que, além do tópico trabalhista, ainda há ações tramitando no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e no TJRS questionando temas com a validade de aditivos contratuais realizados pela empresa de saneamento, preço mínimo estipulado pela companhia e a real cobertura de esgotamento sanitário da Corsan.
Paralelamente, o Sindiágua/RS entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) para quebrar o sigilo quanto ao cálculo que estipulou o preço mínimo do leilão pelo controle da Corsan em R$ 4,1 bilhões, sendo que a Aegea venceu o certame como única participante, com ágio de apenas 1,15%. A disputa ocorreu em dezembro do ano passado.

Fonte: Jornal do Comércio
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