11 fev Presidente da Fecomse afirma que empregado não pode trabalhar gratuitamente no Carnaval
Presidente da Fecomse afirma que empregado não pode trabalhar gratuitamente no Carnaval
Durante entrevista ao Jornal da Fan desta quinta-feira, 11, o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse), Ronildo Almeida, afirmou que não vai assinar documento “que obriga o empregado a trabalhar gratuitamente” durante os dias do ponto facultativo de Carnaval.
Com o cancelamento do ponto facultativo em Sergipe, decretado pelo Governo do Estado, gerou-se uma polêmica com relação ao funcionamento do centro comercial e dos shoppings centers.
Um acordo coletivo firmado entre o sindicato dos Lojistas e Sindicato dos Comerciários estabeleceu a proibição da abertura de lojas, isto porque, no mesmo acordo, trabalhadores do comércio abriram mão de reajuste adequado e trabalharam em feriados para desfrutarem da folga na segunda e terça-feira de Caranaval.
Segundo Ronildo, a folga já é um direito adquirido, sem qualquer penalidade ao trabalhador. “Se eles trabalhassem agora, estariam trabalhando gratuitamente”, afirmou.
Ainda segundo Ronildo, a suspensão do ponto facultativo por parte do governo estadual não afeta o comércio. “O ponto facultativo abrange apenas aos órgãos públicos, o comércio não tem nada haver. A gente entende a preocupação do governador Belivaldo com a pandemia, agora, por conta disso, eu não posso colocar os empregados para trabalhar gratuitamente”, completou.
Na oportunidade, Ronildo ressaltou também que foi nesse processo de pandemia que os trabalhadores abriram mão de seus direitos, a exemplo de férias, reajustes salariais e feriados.
“É justo um presidente do sindicato assumir e obrigar os empregados a trabalharem sem ganhar nada? O prejuízo quem tem que assumir é a parte mais fraca? Criou-se essa celeuma em que o empregado tem que trabalhar porque ele é o salvador da pátria. Isso é conversa de explorador que não quer pagar”, ressaltou.
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