04 mar Presidente do TST fala sobre transformações nas relações de trabalho em palestra na Fiesp
Presidente do TST fala sobre transformações nas relações de trabalho em palestra na Fiesp

Cristina Peduzzi tratou ainda da proteção ao trabalhador e da segurança jurídica.
A presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministra Cristina Peduzzi, participou nesta terça-feira (3) da reunião do Conselho Superior de Relações do Trabalho (Cort) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O tema da discussão foram as metamorfoses do trabalho e a 4ª revolução industrial.
Em sua apresentação, a ministra tratou de tecnologia, novas modalidades de trabalho e adaptações normativas necessárias. Falou, ainda, sobre as recentes mudanças trazidas pela reforma trabalhista e questões envolvendo ocupações propiciadas por plataformas digitais.
Proteção e segurança jurídica
Para a ministra, é preciso que a Justiça do Trabalho esteja atenta aos novos tempos e expanda sua proteção a todos os tipos de relações de trabalho. “Temos, sim, que dar proteção e segurança ao trabalhador. Essa proteção, que deve garantir o mínimo patamar civilizatório, incluindo direitos civis e previdenciários, nem sempre ensejará vínculo nos moldes tradicionais”, observou. Ela ressaltou ainda a importância da segurança jurídica para que o empreendedor também seja protegido para atuar.
A exposição foi acompanhada por magistrados, juristas, advogados e conselheiros da Fiesp. A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), desembargadora Rilma Hemetério, observou que, assim como ocorrido na Itália em anos anteriores, é hora de avaliar a expansão de atribuições da Justiça do Trabalho, para que não se limite à proteção do trabalho subordinado, mas se expanda a todos os seres humanos, em todo tipo de trabalho.
Liderança feminina
Primeira mulher a presidir o TST, a ministra Cristina Peduzzi também reforçou a importância da presença feminina em posições de liderança no Judiciário e em todas as outras carreiras. “É preciso que se rompam barreiras que ainda existem e que atuemos pela igualdade material nas relações de trabalho, sem qualquer distinção de gênero”, defendeu.
Sorry, the comment form is closed at this time.