Presidente do TST ressalta contribuição da Justiça do Trabalho para promoção da justiça social

Presidente do TST ressalta contribuição da Justiça do Trabalho para promoção da justiça social

Publicado em 19 de junho de 2023

O ministro Lelio Bentes Corrêa participou da X Reunião Anual de Avaliação da Cooperação Sul-Sul Brasil, em Genebra.

A importância da integração e da cooperação interinstitucional, em nível nacional e internacional, para a promoção da justiça social foi a tônica do pronunciamento do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Lelio Bentes Corrêa, na X Reunião Anual de Avaliação da Cooperação Sul-Sul Brasil, realizada nesta sexta-feira (16) em Genebra, na Suíça, durante a 111ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT).

Realizada pela primeira vez após sete anos, a reunião apresentou os progressos alcançados e discutiu a colaboração presente e futura na promoção da Cooperação Sul-Sul no Mundo do Trabalho, nos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, na Justiça Social e no Trabalho Decente para o Sul Global.

A reunião contou com a participação dos ministros do TST Alberto Balazeiro e Evandro Valadão, que integram a delegação brasileira. Também estiveram presentes o ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Lisboa, o Representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pablo Cordeiro, o representante permanente do Brasil em Genebra, Tovar da Silva Nunes, o procurador-geral do trabalho, José de Lima Ramos Pereira, o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e Diretora-Geral Adjunta da OIT para relações externas e corporativas da OIT, Laura Thompson e a diretora-geral adjunta da OIT para relações externas e corporativas, Laura Thompson.

Cooperação

Em seu pronunciamento, Lelio Bentes falou da importância da integração entre o TST, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a OIT e o Projeto de Cooperação Sul-Sul e do fortalecimento das relações entre integrantes da magistratura e do Ministério Público dos seis  países de língua portuguesa participantes – Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, e Timor-Leste. Segundo Lelio Bentes, uma das áreas que oferece importantes oportunidades para a cooperação interinstitucional é a coleta e a análise de dados que possam alimentar a formulação de políticas públicas no Poder Judiciário e fora dele.

Ele lembrou que, na Justiça do Trabalho, o PJe, implantado em 2011, dá mais agilidade aos processos, mais segurança, maior transparência e mais acessibilidade. “Atualmente, são 2,7 milhões de usuários do sistema, e 99.8% dos processos no primeiro e no segundo grau tramitam no PJe, permitindo o julgamento de um número maior de processos do que os recebidos”, assinalou.

Trabalho decente

Mais do que agilidade, o PJe também permitiu, segundo o presidente do TST, o desenvolvimento do Monitor do Trabalho Decente, que permite identificar, com auxílio da inteligência artificial, casos relacionados com trabalho infantil, assédio sexual, contratos de aprendizagem e trabalho em condições análogas à escravidão. “Ainda em fase de implantação, a ferramenta já permitiu a identificação de 44 mil processos que deverão receber tratamento prioritário, além de informar a formulação de políticas públicas”.

Equidade de gênero

O presidente do TST também se reuniu com Manoela Tomei, diretora-geral adjunta da OIT para Governança, Direitos e Diálogo, e com o diretor adjunto do Departamento de Normas da OIT, Horacio Guido. Entre outros temas, eles discutiram oportunidades de cooperação para a formação de juízas e juízes do trabalho, com destaque para equidade de gênero e igualdade salarial.

Acordo

Na reunião, o Governo do Brasil e a OIT assinaram o novo Programa de Cooperação Sul-Sul 2023-2027 “Justiça Social para o Sul Global”, com o propósito de apoiar a promoção do trabalho decente e da justiça social nos países em desenvolvimento da América Latina, África e Ásia-Pacífico.

Criado em 2009, o programa já implementou mais de 20 projetos colaborando com mais de 40 países da África, da América Latina e do Caribe. Em sua nova fase, a iniciativa buscará contribuir com o avanço e a promoção do trabalho decente e da justiça social nos países em desenvolvimento da América Latina, da África e da Ásia-Pacífico, apoiando a ampliação das capacidades dos países parceiros para desenvolver, fortalecer e integrar políticas, programas e iniciativas em quatro eixos de atuação: erradicação do trabalho infantil e do trabalho forçado; fortalecimento da segurança e saúde no trabalho (SST) e da inspeção do trabalho; promoção da equidade de gênero, raça, geracional; e promoção do emprego digno e da proteção social.

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
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