PT quer tropa de militantes com dinheiro do trabalhador, diz Marinho sobre imposto sindical

PT quer tropa de militantes com dinheiro do trabalhador, diz Marinho sobre imposto sindical

Publicado em 22 de novembro de 2022

‘O Congresso Nacional será vigilante contra retrocessos’, afirmou o senador eleito, que foi relator da reforma trabalhista.

Debates internos do novo governo apontam para uma manobra direcionada a ressuscitar o imposto sindical reformulado em 2017 com a reforma trabalhista. A movimentação atrai críticas, uma delas do senador eleito Rogério Marinho (PL-RN), que foi relator da reforma que acabou com o desconto obrigatório. O parlamentar afirmou que essa é uma articulação do PT para “recriar uma tropa de militantes”.

“A proposta de recriação do imposto sindical demonstra as reais preocupações do PT. O que os move contra a modernização das leis trabalhistas é unicamente a intenção de recriar suas tropas de militantes bancadas com o dinheiro do trabalhador. O Congresso Nacional será vigilante contra retrocessos. O trabalhador deve ter o direito de escolher se quer ou não destinar seu dinheiro aos sindicatos”, defendeu o senador eleito.

A Reforma Trabalhista — lei nº 13.467/2017 — alterou as disposições referentes ao imposto sindical. Uma das mudanças mais importantes foi o pagamento do imposto sindical, que se tornou facultativo.

Antes da reforma, feita durante o governo de Michel Temer, a contribuição era compulsória, descontada em folha. A retomada da cobrança da taxa sindical é vista pelo PT como uma maneira de fortalecer os sindicatos e as centrais sindicais.

Ainda na pré-campanha, Lula declarou que não descartava a possibilidade de implantar um mecanismo que permitisse aos sindicatos reconstruir um canal de arrecadação — uma nova taxa pode render até R$ 4 bilhões por ano às entidades.

Para Marinho, a reforma não atrapalhou a luta dos trabalhadores por condições melhores de trabalho por meio das greves. “Agora, vimos um esvaziamento das mobilizações sindicais movidas por interesses político-partidários, houve uma depuração. As greves, quando ocorrem agora, são movidas por interesses dos trabalhadores e não mais por manobras e pressões de um partido”, justificou.

Fonte: R7
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