08 jun RS perdeu 5.466 empresas de varejo
RS perdeu 5.466 empresas de varejo
“É mais do que uma Novo Hamburgo inteira em número de lojas”, diz presidente da associação do setor.
Desde que 2020 começou, um ano de boa expectativa atropelado pelo coronavírus, o Rio Grande do Sul perdeu 5.466 empresas de varejo. Certamente, a maioria é formada por pequenos negócios. O levantamento é do presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Sérgio Galbinski, que monitora esses dados de perto. Considerando o fechamento e abertura de negócios, esse foi o saldo negativo que restou. Chama a atenção quando o executivo faz o seguinte comparativo:
-É mais do que uma Novo Hamburgo inteira, onde há 5.194 lojas.
Galbinski considera as inscrições estaduais, pois a Receita Estadual faz o baixamento automático quando não há movimentação por algum tempo. Até porque muitos empresários não fazem o fechamento regular do negócio, extinguindo o CNPJ.
– É uma decisão difícil, muito difícil. Muitas vezes, envolve acabar com uma empresa de décadas. Mas há também muitos negócios que já não estavam bem, que o fechamento era considerado e a pandemia levou à decisão final.
O presidente da AGV chama a atenção para o segmento do vestuário, que é bastante representativo. Considerando as lojas de roupas e calçados, o Estado está com 962 empresas a menos.
Para entender a dimensão do número, veja que no último dia de 2019, o Rio Grande do Sul tinha 117.142 inscrições estaduais ativas de comércio varejista. No fechamento de maio agora, eram 111.676 registros.
– Nós estamos na mesma tempestade mas não no mesmo barco. Alguns pagam aluguel e outros estão tem lojas próprias. Alguns vendem vestuário e calçados e outros vendem produtos para o lar. Alguns estão em shopping e outros em loja de rua. Alguns já estavam com web andando e outros estão entrando agora.
Mas, falando nisso, duas colunas da semana passada apontam que o empresário também pode definir a velocidade da sua retomada, dentro do que o cenário individual permite. Relembre:
Como uma empresa vendeu 45% mais com 600 lojas fechadas na pandemia
O conselho do gigante para o pequeno: “Seja um chihuahua com cabeça de leão”
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