Salário mínimo na pauta de reunião de ministros

Salário mínimo na pauta de reunião de ministros

Publicado em 30 de janeiro de 2023

Lupi, da Previdência, e Marinho, do Trabalho, estarão em encontro com centrais. Impacto das aposentadorias é outro ponto a discutir.

Brasília – As centrais sindicais se reúnem hoje com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da Previdência, Carlos Lupi, para discutir a política de reajuste do salário mínimo e os impactos nas aposentadorias e pensões. O encontro com Marinho é o primeiro da agenda, às 8h, na sede da Força Sindical em São Paulo, mas neste caso específico estará na pauta o futuro dos funcionários da rede Americanas.

Além do encontro com Marinho, as centrais vão se reunir com Lupi às 11h no mesmo local. Segundo o Secretáriogeral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, o objetivo é discutir a realidade previdenciária atual. Assim como a Previdência, a pauta sobre valorização do salário mínimo também deve estar no centro do debate com as centrais. Logo no início do governo, Lupi se envolveu em polêmica ao criticar a Reforma da Previdência aprovada em 2019, classificada por ele como “antirreforma”, e ao negar o déficit previdenciário.

Posteriormente ele foi desautorizado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que declarou que o presidente Lula não havia dado aval a nenhum estudo de revisão de reformas aprovadas antes de seu mandato, sobretudo na Previdência, e que foi delegada à Casa Civil a tarefa de analisar, antes de chegar ao chefe do Executivo, propostas de revisão sugeridas por ministros. Quanto ao salário mínimo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já tinha declarado que o governo ainda avalia se o salário mínimo será ou não reajustado dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320.

O valor deve permanecer em R$ 1.302 ao menos até maio, quando um grupo de trabalho deverá apresentar proposta sobre o tema. No Orçamento de 2023 foram reservados R$ 6,8 bilhões para reajuste do mínimo para o valor de R$ 1.320, mas o montante se tornou insuficiente devido ao ajuste nas concessões dos benefícios previdenciários. Quanto ao encontro com Marinho, as centrais solicitaram reunião com o ministro para “garantir participação mais ativa” do governo federal no caso da Americanas.

“A ideia de conversar com o ministro é chamar a atenção do governo federal para que entre no jogo no sentido de ver qual a solução, não depois das demissões, mas qual solução vamos encontrar para manter hoje 44 mil empregos”, disse o representante dos comerciários Nilton Souza da Silva.

Fonte: Correio do Povo
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