27 jun Saúde mental e geração Z no mercado de trabalho são temas de reunião do Comitê Copersind
Saúde mental e geração Z no mercado de trabalho são temas de reunião do Comitê Copersind
Sob a coordenação do 1º vice-presidente da Fecomércio-RS, Joel Dadda, o Comitê do Conselho de Relações Sindicais e do Trabalho (COPERSIND) realizou uma reunião nesta quarta-feira (25), que teve como tema questões relacionadas à saúde mental dos trabalhadores, o papel das empresas e a geração Z no mercado de trabalho. O encontro aconteceu na sede da Federação e contou com a presença dos demais integrantes do Conselho.
Dando início à pauta do dia, a economista Giovana Menegotto, da Assessoria Econômica da entidade, apresentou um panorama sobre a geração Z no mercado de trabalho. Consideram-se jovens dessa geração aqueles nascidos entre 1997 e 2012. Segundo os dados apresentados, pessoas nessa faixa etária representam cerca de 20,5% dos trabalhadores no Estado, tendo o comércio como principal setor empregador. Outro ponto relevante é o comportamento desses jovens: segundo ela, há um cuidado maior com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e uma busca por oportunidades que ofereçam maior flexibilidade, o que representa um ponto de atenção para o setor.
Na sequência, a advogada e consultora trabalhista Lucia Witczak abordou a importância do cuidado das empresas com a saúde mental dos trabalhadores e o impacto disso nas relações laborais. De acordo com dados recentes do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, o Rio Grande do Sul ocupa a 3ª posição entre os Estados com maior índice de pessoas com transtornos mentais. Além disso, houve um aumento de 68% nos diagnósticos entre 2023 e 2024, e estima-se que, a cada hora, 54 pessoas no Brasil sejam afastadas de suas funções devido a esses problemas.
Para finalizar, a advogada do Núcleo Jurídico Trabalhista da Federação, Iris Vidaletti, detalhou os Projetos de Lei 281/2017 e 3290/2023. O primeiro, de autoria do senador Paulo Paim, propõe acrescentar o § 5º ao art. 59 da CLT, dispondo que empregados sob o regime de tempo parcial não poderão realizar horas extras. Já o segundo, proposto pelo deputado federal Bruno Ganem, prevê a redução da jornada de trabalho para pessoas com deficiência.
A próxima reunião foi agendada para o dia 30 de julho.
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