Sindicatos ainda buscam manter empregos no país

Sindicatos ainda buscam manter empregos no país

Publicado em 14 de janeiro de 2021

Entidades se reunirão com centrais sindicais para traçar estratégias de mobilização junto aos governos e a sociedade.

Os empregados da Ford ainda lutam para manter os postos de trabalho nas três unidades que a montadora americana decidiu fechar no Brasil. Ontem, representantes dos três sindicatos dos metalúrgicos de Taubaté (SP), Camaçari (BA) e Horizonte (CE) se reuniram com centrais sindicais para traçar as estratégias a serem usadas na tentativa de reverter a decisão da empresa.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Cláudio Batista, ficou decidido que cada entidade fará um encaminhamento aos três governadores e aos senadores para tentar envolver o poder público “nessa luta”.

“O nosso plano A é a manutenção dos empregos, por isso vamos realizar ações e atos nas cidades e sensibilizar a sociedade e o poder público. Não discutimos sobre indenizações”, afirmou Batista.

Na reunião estavam presentes a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Força Sindical e a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB). “Está marcada para amanhã mais uma reunião entre os sindicatos e as onze centrais”, ressaltou o dirigente.

Além da nova reunião, ficou decidido que haverá atos nas concessionárias Ford para impedir a venda de carros da marca. “Outra medida, que devemos tomar é pedir uma auditoria do governo junto ao BNDES para saber dos empréstimos que foram feitos à Ford. Vamos envolver os deputados para ver como se encaminha isso. E continuamos com as vigílias nas portas das fábricas.”

O fechamento das operações industriais da Ford levou o Ministério Público Federal (MPF) a abrir um procedimento administrativo para acompanhar os impactos socioeconômicos e concorrenciais da medida.

A portaria é assinada pelo subprocurador-geral da República Luiz Augusto Santos Lima que afirmou que o fim das atividades pode trazer impactos “capazes de provocar a redução dos níveis de renda e emprego, afetando negativamente a economia.”

Fonte: Valor Econômico
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