17 jan “Tendência é de os mercados se manterem fechados aos domingos”
“Tendência é de os mercados se manterem fechados aos domingos”
A abertura dos supermercados nos domingos é uma discussão recorrente em Santo Ângelo, dividindo opiniões. A não abertura foi uma decisão tomada há anos em convenção coletiva de trabalho.
Durante o programa Estúdio Sepé, da Rádio Sepé, o representante do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Santo Ângelo (Sindigêneros), Dari Zanuso, falou sobre a possibilidade de uma nova definição para abertura aos domingos no ano de 2023. “Já marcamos nossa convenção, que deve ser realizada pelo dia 26 de janeiro. Mas acredito que, dentro do que estamos vendo no mercado, a tendência é de os supermercados se manterem fechados aos domingos”.
Dari explicou que a decisão é justificada pelo baixo número de supermercados com mais de 25 funcionários. “São cerca de cinco empresas com 50 ou 60 funcionários, que não precisariam mexer em seu quadro para remanejar as pessoas. As demais têm poucos e, devido à CLT, quando o mercado começa a abrir ao domingo, precisa dar um dia de folga antes e depois ao funcionário, precisando aumentar no mínimo em 30% seu quadro de funcionários para fazer essa compensação de folgas. Não entendemos que haveria uma compra maior por estar aberto no domingo, as pessoas apenas deixariam de ir no sábado ou na segunda porque no domingo vão com mais calma”.
O empresário ressaltou que entende as queixas do consumidor, mas que o comércio vive do lucro, não podendo trabalhar contra o próprio setor. “Se abríssemos todo o fim de semana, aumentássemos o número de funcionários, o custo operacional e, com isso, a venda também subisse, com certeza não fecharíamos. Mas não há esse lucro, poucos mercados têm a possibilidade de remanejar, então o custo operacional sobe, não ficamos competitivos e nossa margem de lucro praticamente zera”.
Outro motivo destacado por Dari é a satisfação dos colaboradores que já trabalham nestes locais sabendo que terão folga nos domingos. “Isso é notório, todos os supermercados têm vagas e não conseguem gente para trabalhar, sem abrirmos aos domingos. É isso que o sindicato laboral cobra de nós”, completou.
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