Trabalho formal segue em elevação no Estado

Trabalho formal segue em elevação no Estado

Publicado em 19 de janeiro de 2023

Após a recessão econômica provocada pela pandemia de Co­vid-19 e uma severa estiagem, o mercado de trabalho no Rio Gran­de do Sul seguiu em recuperação no terceiro trimestre de 2022, com dados positivos de empregos for­mais. É o que aponta o Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, divulgado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vin­culado à Secretaria de Planejamen­to, Governança e Gestão (SPGG).

O documento foi elaborado pelos pesquisadores Guilherme Xavier Sobrinho e Raul Bastos.

Os dados da PNAD Contínua indicam que, em linhas gerais, com exce­ção dos rendimentos dos ocupa­dos, houve avanços nos principais indicadores do mercado de traba­lho gaúcho. “Entre outros aspec­tos, a continuidade do processo de melhora no 3º trimestre de 2022 é ratificada pela recuperação da taxa de participação na força de trabalho, pelo aumento do nível de ocupação e pela queda na taxa de desocupação”, explica Raul Bastos. Também ocorreu crescimento no número de empregos formais, com 109,2 mil novos vínculos na comparação com novembro de 2021. “Apesar deste crescimento, o resultado marca uma desacele­ração no confronto com o período de novembro de 2020 ao mesmo mês de 2021, pois o saldo decres­ceu aproximadamente 30%”, pon­tua Guilherme Sobrinho.

Na mesma base de compara­ção, a maior variação percentual do emprego formal foi registrada no setor da construção civil (6,9%), enquanto serviços e agropecuá­ria dividiram a segunda posição, com 5% de expansão dos seus es­toques. A indústria, que liderou o crescimento nos 12 meses anterio­res, passou para a quarta coloca­ção (3,5%), superando apenas o co­mércio (3,2%).

Na distribuição dos empregos formais gerados entre novembro de 2021 e novembro de 2022, hou­ve equidade entre homens (50,1%) e mulheres (49,9%), reforçando a tendência de progressiva conver­gência nas participações dos dois grupos no mercado formal de tra­balho gaúcho – a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mos­tra que, ao final de 2021, homens ocupavam 53,2% dos vínculos for­mais do Estado. Dez anos antes, sua parcela era de 55,3%.

No Estado, a preferência é pela mão de obra mais jovem. En­tre novembro de 2021 e novembro de 2022, os menores de idade fi­caram com 26,3% dos novos em­pregos (28,8 mil adolescentes). Os jovens de 18 a 24 anos concentra­ram 53,7% dos postos adicionais gerados no período, com 58,6 mil vínculos. Assim, 80% dos empre­gos gerados em um ano se referem a menores de 25 anos, os quais, na Rais de 2021, limitavam-se a 15,5%. As duas faixas com idades mais elevadas (50 a 64 anos e 65 anos ou mais) foram as únicas a ter saldos negativos.

O salário médio real de ad­missão, situava-se, em novembro último, 1,9% acima do praticado no mesmo mês do ano anterior e atingia R$ 1.801,52.

Fonte: Jornal do Comércio
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