01 set Uma surpresa positiva na economia que chega em ótima hora
Uma surpresa positiva na economia que chega em ótima hora
Isso porque a ajuda às empresas para manter empregos acabou e o auxílio emergencial termina em outubro.
Vem em ótima hora a queda no desemprego no Rio Grande do Sul. No país também, claro, mas o leitor sabe do olhar local da coluna. Os dados surpreenderam positivamente. Segundo o IBGE, a taxa recuou para 8,8% no segundo trimestre, menor do que no primeiro trimestre (9,2%) e do que mesmo período do ano passado (9,4%).
A boa notícia também tem outros aspectos positivos. A taxa caiu porque foram criados postos de trabalho e não porque pessoas desistiram de procurar emprego, como ocorreu nos primeiros meses da pandemia. São 126 mil pessoas a mais trabalhando, com queda de 11 mil no contingente de desempregados.
Um destaque é que houve avanço no emprego com carteira assinada também. Em geral, os rendimentos destes trabalhadores são mais altos, e esse vínculo gera mais segurança para consumir. O IBGE considera emprego formal, informal, empregadores, trabalhadores por conta própria com e sem CNPJ e trabalhadores domésticos.
Um destaque é que houve avanço no emprego com carteira assinada também. Em geral, os rendimentos destes trabalhadores são mais altos, e esse vínculo gera mais segurança para consumir. O IBGE considera emprego formal, informal, empregadores, trabalhadores por conta própria com e sem CNPJ e trabalhadores domésticos.
Por que é tão importante que o mercado de trabalho tenha bons resultados agora? Estamos nos aproximando do último trimestre do ano, quando ocorrem grandes movimentações no varejo e em serviços. Eles precisam da renda e da confiança do trabalhador, que está, por outro lado, combatendo o impacto da inflação no orçamento. Além disso, termina em outubro o pagamento do auxílio emergencial e já acabou o programa de manutenção do emprego e da renda, quando voltam ao trabalho aqueles funcionários que tiveram sua jornada reduzida ou contrato suspenso e termina a ajuda do governo federal para pagar os salários.
Mas, sim, ainda são 514 mil desempregados no Rio Grande do Sul. A caminhada é longa para voltar ao pleno emprego. Uma boa perspectiva pode estar no movimento sazonal e tradicional de geração de empregos no final do ano, mesmo que muitos sejam temporários.
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