“Vou me debruçar sobre isso”, diz ministro do Trabalho sobre consignado CLT que ultrapassa limite e zera contracheque

“Vou me debruçar sobre isso”, diz ministro do Trabalho sobre consignado CLT que ultrapassa limite e zera contracheque

Publicado em 12 de agosto de 2026

Recentemente, o governo federal baixou uma norma que trava o juro de novos empréstimos.

Criado no ano passado pelo governo federal para empréstimos com desconto no salário do trabalhador, o consignado CLT enfrentou o problema das altas taxas cobradas pelos bancos e financeiras. Uma norma recente limitou a taxa de juro à média de mercado dos últimos meses para reduzi-la aos poucos. Porém, vale somente para novas operações. Outro problema é o comprometimento do salário, que às vezes ultrapassa o teto de 35% e o contracheque chega zerado ou quase isso. As situações foram colocadas pela coluna ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

Para quanto caiu o juro do consignado após a limitação?

A média hoje é 3,55%. Ainda é alta, mas é um processo que vamos conduzindo, reduzindo cada vez mais. O consignado é para dar às pessoas a oportunidade de pegarem empréstimo com juro menor, trocar dívidas caras e sanear a vida. Ninguém deve ficar pendurado a vida inteira ali porque tem juro, custo do dinheiro embutido.

A nova norma limitou juro para novas operações. E as antigas que seguem com juro elevado, o que fazer? 

O contrato você não questiona. Tem o Desenrola para fazer uma nova operação e quitar a do passado. Ou seja, trocar uma dívida cara por uma mais barata. Agora, precisa minimamente se orientar, estudar.

Não tem que aplicar o limite consignável de 35% no salário líquido e não no bruto? Muitos ficam com salário zerado porque há outros descontos no valor líquido, com pensão alimentícia e convênios por exemplo. Caixa Econômica Federal faz do líquido, mas muitas financeiras consideram o bruto. 

Você me chama a atenção e vou me debruçar sobre isso. É importante atualizar e modernizar a legislação conforme vai ocorrendo a política pública. Acho que o entendimento é 35% do líquido porque, se faz do bruto, leva a essa situação das pessoas, que não fazem o cálculo direito quando tomam o empréstimo.

Assista à íntegra da entrevista

Fonte: Giane Guerra
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